Na revista Super Interessante de 12/2003 (edição 195), a matéria de capa traz
o assunto "São Paulo traiu Jesus?"...
Lendo a matéria, finalmente encontrei algumas idéias que talvez expliquem meu
ceticismo em relação às religiões...
Resumindo a matéria da Super, parece que São Paulo, antes um perseguidor de cristãos,
converteu-se ao cristianismo após uma aparição de Jesus numa viagem em que estava
indo perseguir cristãos... como fato histórico, é super interessante :-), até
aí, tudo bem...
Daí São Paulo se converteu, passou a acreditar em Jesus... virou um pregador das
palavras deste e... o pulo do gato: talvez para conseguir inserir o cristianismo
com mais força no Império Romano (os EUA da época), tenha alterado um pouquinho
(ou um poucão :-) as palavras de Jesus...
E a partir de agora, tudo será "talvez"... talvez tenha sentido, talvez não mas,
assim como a bíblia, só dependerá da fé de quem lê (ou do raciocínio... depende
do filtro escolhido ;-)
Talvez São Paulo acreditasse mesmo na figura representada por Jesus e em suas
palavras e, para conseguir difundí-las com mais força, tenha alterado um pouquinho
essas palavras, principalmente nos pontos polêmicos, para conseguir atingir mais
pessoas e perturbar menos o status quo...
A Igreja Católica foi a primeira religião cristã, ou seja, que pregava a palavra
de Cristo.
Desta forma, esta Igreja teve que ser fundada de alguma forma, e foi pelos apóstolos
de Cristo, a saber os principais personagens da igreja primitiva cristã:
- Jesus - 30 - o fundador
- Pedro - 64 - líder dos 12 apóstolos e 1o papa
- Tiago - 62 - irmão de Jesus
- Mateus - 80 - autor do 1o dos 4 evangelhos
- João - ?? - o único apóstolo que não abandonou Jesus na hora de
sua morte
- Marcos - 60 - autor do 2o evangelho, não conheceu Jesus pessoalmente, mas baseou-se
em informações de Pedro
- Lucas - ?? - autor do 3o evangelho, não conviveu com Jesus, mas baseou-se
em informações de Paulo
- Paulo - 45 - escreveu quase metado dos 27 livros do Novo Testamento, não
conviveu com Jesus
Os anos são ou o da morte (como no caso de Jesus) ou o ano em que o apóstolo escreveu...
Só de olhar já dá pra perceber algo interessante... aparentemente ninguém escreveu
em tempo real...
Consideremos a hipótese de todos terem se lembrado exatamente das palavras ditas
por Jesus e terem as escrito exatamente da forma como foram ditas, mesmo que vááários
anos depois...
Seria perfeito, as palavras de Jesus seriam eternizadas e não teriam sido em hipótese
alguma deturpadas, mas...
Alguns dos principais apóstolos não conviveram com Jesus, e por mais iluminados
que esses apóstolos que não tiveram a sorte de ouvir as palavras diretamente da
boca de Jesus fossem, existe a hipótese de algo ter sido perdido e/ou alterado
e/ou acrescentado entre o que Jesus realmente disse... e todas essas possíveis
diferenças das palavras originais foram transmitidas por todos esses anos como
sendo as de Cristo... se forem, perfeito, mas... e se não forem???
A humanidade passou todos esses anos acreditando, ou melhor, tendo fé, em palavras
que não teriam sido as ditas por Cristo, mas sim escritas pelos apóstolos...
Se os apóstolos fossem tão iluminados quanto Jesus foi, então certamente a idéia
de que Jesus é O Filho de Deus seria imprecisa, pois os sábios apóstolos estariam
no mesmo nível de iluminação que Jesus...
Consideremos então que os apóstolos são seres humanos, sábios, mas não tiveram
a mesma iluminação que Jesus teve, por mais iluminados que tenham sido...
Daí, podemos considerar que por mais puros, sábios e bem-intencionados que todos
eles fossem, é remota a hipótese de todos eles terem escrito exatamente, sem tirar
nem pôr, o que Jesus pregou...
Considerando que talvez os textos escritos pelos apóstolos não sejam a pura expressão
da verdade pregada por Cristo, então o cristianismo talvez tenha ensinamentos
diferentes dos originais, pregados pelo seu fundador...
Se essa hipótese for verdadeira, então podemos considerar que a Bíblia, teoricamente
é o livro Santo e tudo o mais, seja na verdade um livro Humano...
Se a Bíblia Santa, na verdade, for a bíblia humana, então é possível que muito
(ou pouco, quem saberá?), do que lá está escrito, não seja exatamente o que Jesus
pregou... olha o perigo!!!
Considerando que Jesus estivesse 100% certo em tudo o que disse, pois foi o filho
escolhido por Deus para transmitir Sua palavra, então aqueles que seguem, ou pelo
menos procuram seguir, integralmente o que está na Bíblia, talvez estejam indo
na contra-mão da vontade de Deus...
Isso tudo sem considerar as possíveis alterações que possam ter sido feitas nos
textos originais dos apóstolos, as diferentes interpretações durante as traduções
e tudo o mais que pode ter ocorrido nos últimos 2000 anos...
Então, fundou-se uma Igreja Católica Apostólica Romana... essas duas últimas palavras
merecem especial atenção...
Apostólica sim, porque vem das escritas dos apóstolos...
Romana, porque foi fundada no Império Romano!!! Isso é o interessante...
Tente se imaginar naquela época, em que o grande Império cometia altas atrocidades
contra aqueles que iam contra seus interesses (qualquer semelhança com os tempos
atuais é mera coincidência :-), e uma nova religião surgindo... até aí, todos
sabem o que aconteceu com os primeiros cristãos: foram perseguidos pelos romanos
e assassinados covardemente... acabaram virando mártires...
Existe a hipótese de um dos apóstolos, verdadeiramente um sábio, ter alterado
e/ou insediro algumas palavras em seus textos, de forma a amenizar a perseguição
aos cristãos e, quem sabe, tornar interessante que o cristianismo se tornasse
a religião do Império Romano... é nesse ponto que várias hipóteses surgem, pois
quem pode inserir um ponto, pode alterar todo um conto!!! Sua credibilidade não
será questionada, pois ele é respeitado como um profeta, um sábio, um discípulo
de Cristo... quem poderá provar que Jesus não disse o que esse discípulo escreveu,
tantos anos após a morte do Profeta??? Apenas o Profeta poderia confirmar ou não
as palavras escritas por todos os seus discípulos, mas já era tarde demais, o
Profeta as proferiu, coube a seus escolhidos as tornar eternas...
Alguns podem defender a tese de que se foram escolhidos por Jesus, então são homens
de bem e Jesus sabia o que estava fazendo... consideremos essa hipótese verdadeira...
então, podemos considerar que única e exclusivamente os apóstolos que conviveram
com Jesus teriam credibilidade para escrever suas palavras... se isso for fato,
podemos eliminar mais da metade dos textos bíblicos, pois São Paulo não ouviu
uma única palavra da boca de Jesus e, mesmo assim, foi o responsável por quase
metade do Novo Testamento...
Se considerarmos que apenas os apóstolos que não abandonaram Jesus na hora de
sua morte lhe eram fiéis, então só nos restaria os textos de João, autor de três
epístolas e do Apocalipse...
Independentemente de quais textos apostólicos representam fielmente as palavras
de Cristo e quais poderão deturpá-las, se considerarmos que de fato, como consta
no Apocalipse, o mundo irá acabar e apenas alguns serão salvos, acredito que todos
queiram ser salvos (eu quero ;-)!!!
A doutrina da salvação, segundo os textos bíblicos escritos por Paulo, diz que
se você acreditar em Jesus, será salvo... mas essa foi a minha interpretação do
que está lá escrito... como minha intenção não é interpretar textos, apenas refletir
sobre sua credibilidade, vai a seguir o texto escrito por Paulo:
"Se com tua boca confessares Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus
o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. - Epístola aos Romanos, 10:9"
Perfeito!!! Que simples!!! Podemos fazer o que for que para sermos salvos basta
confessar Jesus como Senhor e acreditar que Deus o ressuscitou dentre os mortos
que seremos salvos!!!
Quer dizer, se não fizermos isso, por mais humildes, bondosos e tudo o que há
de melhor tenhamos sido durante nossa passagem pela Terra, não tem jeito... tinha
que acreditar nisso... se não acreditou, no way... tá f. ;-)
Reproduzirei abaixo parte de um parágrafo da revista (página 64) que exprime perfeitamente
a idéia:
Paulo diz que os pecados são perdoados se a pessoa acreditar que Jesus morreu
na cruz por ela.
É a doutrina da salvação em que o herói derrama seu sangue e todos são perdoados
por causa dele.
Enquanto isso, Jesus diz "Eu sou o caminho, a verdade e a vida".
Para Jesus, a salvação será dada àqueles que seguirem seus ensinamentos.
Em outras palavras, para sermos salvos, não temos que acreditar na história que
contam ter ocorrido com Jesus, mas apenas seguir seus ensinamentos!!!
Parece contraditório não? Mas se considerarmos que em torno de Jesus levantou-se
toda uma simbologia, toda uma história (verdadeira ou falsa), carregada de magia
e dogmas, então torna-se realmente mais plausível que Deus exija que, para ser
salva, a pessoa deva fazer o que seu preposto na Terra pregou, seguir os ensinamentos
transmitidos por esse preposto, e não que a pessoa acredite na história que envolve
esse preposto...
Se o texto de Paulo for exatamente a vontade de Deus, então, no sentido inverso
das palavras de Jesus, se a pessoa seguir os ensinamentos de Jesus, mas não acreditar
que Jesus foi ressuscitado dentre os mortos e não aceitá-lo como Senhor, então
a pessoa não será salva!!!
Se fosse assim, Jesus teria pregado única e exclusivamente que, para ser salva,
a pessoa tem que acreditar que ele é o Senhor e que, quando morresse, Deus o ressuscitaria
dentre os mortos!!!
E não foi isso que Jesus disse!!!
Então, a verdade pode ter sido manipulada por todos estes séculos como uma forma
de limitar as pessoas, ao invés de lhes permitir interpretá-la... assim, questionar
a existência de Jesus e/ou que ele é o Senhor e/ou que ele foi ressuscitado por
Deus dentre os mortos, imediatamente tiraria a possibilidade de ser salvo por
Deus no dia do juízo final...
Mesmo que o dia do juízo final seja questionável, se ele irá realmente ocorrer
ou não, se Jesus existiu ou não, se Deus existe ou não, independentemente de tudo
isso... na pior das hipóteses, seria melhor acreditar... pois se nada disso for
verdade, então no máximo teríamos acreditado num conto de fadas... mas e se fosse
tudo verdade? Melhor não questionar ;-)
Limitando o discernimento das pessoas, inserindo o dogma inquestionável de que
ou acredita ou não será salvo, consegue-se manipular essas pessoas, pois elas
não utilizam o potencial recebido por esse mesmo Deus que não estão autorizadas
a questionar caso queiram ser salvas...
Será que Deus ficaria mesmo muito furioso se seus filhos questionassem a existência
de Jesus ou mesmo sua própria mas, por outro lado, seguissem tudo que Jesus pregou???
Jesus teria dito, em algum momento: "ou você acredita que sou o Senhor (e por
que não dizer, Deus) e que serei ressuscitado dos mortos, ou você não será salvo
por Deus (e por que não dizer, por mim)".
Talvez seja mais plausível que Jesus tenha dito: "se quiser ser salvo, faça o
bem ao próximo".
Essa polêmica é que permite que atualmente existam dezenas, talvez centenas de
religiões... as pessas têm que acreditar em alguma energia e/ou em alguém que
tenha vindo à Terra representá-la... não lhes basta fazer o bem ao próximo.
(O Evangelho dos 12 Santos é um texto apócrifo do início do cristianismo, supostamento
escrito pelos 12 apóstolos, mas que não é reconhecido pela Igreja Católica.
Dentre as definições do termo "apócrifo", a que se encaixa na observação acima
é a seguinte: "diz-se de todo escrito que, apesar de apresentar-se como inspirado,
não faz parte do cânon bíblico judaico ou cristão".
Portanto, o Evangelho dos 12 Santos poderá, ou não, ser autêntico, mas por não
fazer parte do cânon bíblico judaico ou cristão, é considerado apócrifo)
Seja o católico, seja o evangélico, seja qual religião cristã for, por maiores
que sejam as diferenças entre as bíblias católica e evangélica, um ponto ambas
têm em comum: a doutrina da salvação segundo Paulo (Epístola aos Romanos, 10:9).
O texto escrito na Epístola aos Romanos, 10:9 e o texto escrito no Evangelho dos
12 Santos, Ensinamento 25:10, são extremamente divergentes... aquele é aceito
pela Igreja Católica, este é rejeitado... aquele obriga que o candidato à salvação
acredite em Jesus como sendo o Senhor e que dos mortos foi ressuscitado, este
obriga que o candidato à salvação siga os ensinamentos de Jesus...
Esta não é uma sutil diferença... isto muda todo o sentido das religiões... quando
alguém adora um ídolo, uma imagem, um personagem, uma figura, uma representação,
não está adorando Deus... está, na maioria dos casos, adorando o que acredita
ser sua representação física... mas se Deus existe, então direcionar em Jesus
ou seja em quem for o amor que deveríamos ter por Deus, pode acabar sendo o contrário
do que o próprio Jesus teria dito... Jesus não disse para a humanidade adorar
Jesus... Jesus disse para a humanidade adorar Deus!!!
Desta forma, como a única exigência de Jesus Cristo foi que os ensinamentos fossem
transmitidos por todo o mundo, então o cristianismo, que conta inúmeras passagens
da história de Cristo, não é o que Jesus disse... e aqueles que desejam seguir
os ensinamentos de Cristo deveriam seguir especificamente os textos que reproduzam
suas palavras, e não aqueles que contem sua história e apresentem outros dogmas...
Possivelmente, os ensinamentos de Cristo sejam o suficiente para que a humanidade
seja salva... e nenhuma religião seja necessária, uma vez que fazer o bem ao próximo
independe de religião, credo, fé, ou seja lá o que for...
Para seguir os ensinamentos de Cristo não existe qualquer pré-requisito, basta
seguí-los... mas desta forma, as religiões seriam desnecessárias, e outros pontos
entram em questão: a quem interessaria a não existência de religiões?
Através das religiões, dinheiro é movimentado, pessoas encontram forças que jamais
imaginariam ter em sí próprias (geralmente a atribuem a um santo, anjo, espírito,
messias), impérios são construídos...
Nada impede que alguém funde uma religião que pregue apenas os ensinamentos de
Cristo, sem mesmo citá-lo, sem adorá-lo, sem dogmas... mas se algum dia existir
uma religião assim, ela deverá ser extinta tão logo tenha nascido, pois Cristo
não disse que devem existir religiões... ele certamente disse muitas coisas, como
difundir sua palavra, mas certamente não disse para fundarem religiões, com estruturas
de poder, para ficarem o adorando ou a qualquer outra imagem, santo, anjo, espírito
ou mesmo um outro messias... ele certamente pregou o que vem a ser o bem ao próximo...
e para isso, não há a necessidade de qualquer religião ou padre/pastor para interpretar
suas palavras... aquele que acredita nas palavras de Cristo pode ler suas palavras
a qualquer momento, sozinho, com a família, com os amigos, ou mesmo com os parceiros
de igreja, mas se existem tantas igrejas cristãs, é porque existem tantas diferentes
interpretações da palavra de Cristo... e quando uma pessoa não utiliza sua própria
mente e coração (dados por esse mesmo Deus) para interpretar os ensinamentos de
Cristo, está deixando de utilizar um recurso poderoso que Deus lhe deu para, possivelmente,
aceitar a interpretação oferecida pela igreja que freqüenta.
Existem muitas outras religiões não cristãs... será que Deus não irá salvar populações
de países inteiros apenas por não acreditarem na história que nos é apresentada
sobre Jesus? Será que todos os muçulmanos, judeus, budistas, e tantas outras religiões
que não adoram Jesus não terão suas boas ações julgadas por Deus, mas apenas sua
fé em Cristo? Será que uma pessoa sem fé em Jesus ou mesmo em Deus, um agnóstico
ou um ateu, que façam o bem ao próximo e nem sequer acreditem que existirá o dia
do juízo final, não serão salvas caso algum dia ocorra tal juízo?
Será que o mundo será dividido em dois blocos: os que acreditaram em Jesus e os
que não acreditaram???
Ou seria mais plausível que essa divisão, caso ocorresse, fosse: os que foram
bons e os que não foram?!?
Se você fosse a pessoa responsável por escolher quem entraria na próxima Arca
de Noé, utilizaria qual dos dois critérios?
Se fomos criados à imagem e semelhança de Deus, então talvez as religiões que
tanto pregam que é preciso ter fé pudessem, algum dia, levantar essa questão a
seus fiéis... talvez nesse momento nosso julgamento fosse semelhante ao de Deus...
É interessante a necessidade que o ser humano tem de acreditar em uma energia
superior...
Seja o espírito do espírita, o Jesus do cristão, o Maomé do muçulmano, o Buda
do budista...
Talvez todos eles sejam representantes da palavra de Deus, talvez não, quem saberá?
Aquela idéia de "você irá sentir no seu coração", pregada por tantos religiosos,
pode acabar influenciando as pessoas que têm alguma pré-disposição a acreditar
em algo, alguma vulnerabilidade ao jeito cativante que seu pastor fala, entre
outras coisas, a sentir em seu coração que aquela é a igreja certa...
Mas se a pessoa não pára pra refletir sobre questões que vão além de religião
ou mesmo do messias que a reje (Cristo, Maomé, Buda...), sua verdade estará sempre
limitada à verdade pregada pela religião que segue...
A diferença entre o ateu e o crente (em Deus ou alguma energia) é apenas uma:
um acredita que não existe um Deus, o outro acredita que existe... mas ambos acreditam
em alguma coisa...
O agnóstico, por outro lado, limita sua fé à sua ignorância, portanto não acredita
nem em uma coisa nem em outra, ele conforma-se em não ter uma solução para essa
questão metafísica (se existe ou não um Deus) e não procura conforto em alguma
fé, seja qual for.
Existem religiões que defendem a existência de Deus, todas elas através de algum
intermediário (os messias), outras negam a existência de Deus (são as religiões
satânicas), poderiam criar uma igreja que defendesse o agnosticismo, mas não haveria
fundamento, pois a idéia do agnosticismo é justamente de que o absoluto é inacessível
ao espírito humano e preconiza a recusa de toda solução aos problemas metafísicos,
ou seja, não há sentido fundar uma religião que defenderá que Deus é algo muito
complexo para a compreensão humana devemos nos limitar apenas a fazer o bem ao
próximo, sem preocupações relativas à salvação, adorações, orações e outros dogmas...
A frase seguinte resume toda a idéia:
"Aquele que olha por um vidro de cor vê todos os objetos da cor desse vidro; se
o vidro é vermelho, tudo lhe parece rubro; se é amarelo, tudo se lhe apresenta
completamente amarelado; a paixão está para nós como a cor do vidro para os olhos;
se alguém nos agrada, tudo lhe louvamos e desculpamos; se, ao contrário, nos aborrece,
tudo lhe condenamos ou interpretamos de modo desfavorável."
Da mesma forma, se utilizamos um filtro para interpretar as palavras de Jesus,
seja um padre, um pastor, um apóstolo que não foi fiel às palavras originais ou
mesmo que com ele não tenha convivido, então corremos o sério risco de acreditar
com toda a fé do mundo em uma verdade que, talvez, seja de outra cor ;-)